CAISCA: Trilha de 95 km liga sul a norte de Florianópolis

Florianópolis agora conta com uma trilha de 95,2 quilômetros que atravessa a Ilha de Santa Catarina, conectando o extremo sul à praia de Canasvieiras no norte. O Caminho da Ilha de Santa Catarina, conhecido como “CAISCA”, foi criado pela Prefeitura e inclui áreas de proteção ambiental.

Caminho da Ilha de Santa Catarina e suas características

Florianópolis agora conta com uma trilha de 95,2 quilômetros conhecida como Caminho da Ilha de Santa Catarina ou CAISCA. Essa trilha conecta a Caieira da Barra do Sul, localizada no extremo sul da ilha, à Praia de Canasvieiras, no norte, oferecendo uma experiência única aos caminhantes. O traçado integra caminhos já existentes e abrange uma diversidade de paisagens, desde trechos de praias até áreas de Mata Atlântica e morros, com altitudes que variam do nível do mar até 232 metros.

O decreto nº 29.806, assinado no dia 20 de outubro de 2026, formalizou a criação do CAISCA, estabelecendo uma rota que promove a proteção e a preservação da natureza local. A prefeitura de Florianópolis planeja organizar e sinalizar o percurso, além de implementar um manejo adequado das áreas por onde a trilha passa, garantindo a segurança dos visitantes e a preservação dos ecossistemas.

Caminho da Ilha de Santa Catarina

Unidades de conservação atravessadas

A nova trilha não é apenas um percurso para caminhadas, mas também uma conexão entre diversas áreas de proteção que compõem os ecossistemas da Ilha de Santa Catarina. O CAISCA atravessa 10 unidades de conservação, incluindo o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, o Monumento Natural Municipal da Lagoa do Peri, e o Parque Natural Municipal da Lagoinha do Leste, entre outros. Esses locais são fundamentais para a proteção da biodiversidade e oferecem oportunidades para observação da fauna local, que inclui cerca de 400 espécies de aves.

A conexão entre as unidades de conservação tem como objetivo contribuir para a preservação das florestas, restingas e manguezais, além de promover a valorização da cultura e história locais, visto que o trajeto também passa por sítios arqueológicos que datam de pelo menos 5 mil anos.

As comunidades ao longo do percurso poderão oferecer serviços de hospedagem e alimentação, criando uma nova dinâmica de turismo na região e valorizando os saberes e fazeres locais, conforme estabelece a Política Municipal de Turismo de Base Comunitária.

Além disso, o decreto que institui o Caminho da Ilha de Santa Catarina inclui regras rigorosas de proteção às áreas naturais, com restrições que proíbem a coleta de espécies nativas e o descarte inadequado de resíduos. Essas medidas visam garantir a integridade ecológica da trilha e respeitar as condições das unidades de conservação que são parte essencial dessa nova rota.