Florianópolis oficializou o Caminho da Ilha de Santa Catarina, uma trilha com 95,2 quilômetros de extensão, que liga a Caieira da Barra do Sul à Praia de Canasvieiras. A iniciativa foi estabelecida pelo Decreto nº 29.806, assinado pelo prefeito Topázio Silveira Neto.
Objetivos da trilha e diretrizes de conservação
Florianópolis oficializou o Caminho da Ilha de Santa Catarina (Caisca), uma trilha de longo curso que se estende por 95,2 quilômetros entre a Caieira da Barra do Sul e a Praia de Canasvieiras. Estabelecido pelo Decreto nº 29.806, assinado pelo prefeito Topázio Silveira Neto, o percurso poderá ser feito em ambos os sentidos. Entre os objetivos da trilha estão a preservação das paisagens naturais da ilha, a proteção da biodiversidade, e a valorização do patrimônio histórico, cultural e arqueológico das áreas circunvizinhas.
O decreto prevê a implementação de melhorias na sinalização e na segurança das trilhas, com o intuito de incentivar o turismo de base comunitária. A trilha tem o potencial de se tornar um importante atrativo turístico, promovendo a integração entre os visitantes e as comunidades locais, além de contribuir na conscientização sobre a necessidade da conservação ambiental.

Coordenação e gestão do Caminho da Ilha
A coordenação do Caminho da Ilha de Santa Catarina ficará sob a responsabilidade da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), através do Departamento de Unidades de Conservação (Depuc). A gestão seguirá as diretrizes do Programa Roteiros do Ambiente (PRA), que visa o planejamento, a revitalização e a manutenção de trilhas e caminhos no município.
Além do trajeto principal, a Floram está autorizada a criar ramais para conectar a trilha a outros pontos de interesse e atrativos turísticos. Essa estratégia tem como objetivo facilitar o acesso a locais de visitação, sendo que todos os acessos adicionais deverão receber sinalização apropriada.
O decreto também estabelece regras específicas para o manejo do solo e da vegetação, assim como a instalação de placas e outros equipamentos que garantam a orientação e a segurança dos usuários. Qualquer execução de trabalhos por terceiros dependerá de autorização prévia da Floram ou de órgãos competentes.
Proibições e regras para proteção ambiental
Com o intuito de preservar o ambiente e o patrimônio cultural ao longo do Caminho da Ilha de Santa Catarina, o decreto estabelece uma série de proibições. Entre elas estão: jogar resíduos fora dos locais autorizados, retirar ou danificar placas e equipamentos de sinalização, e extrair espécies nativas da fauna e flora sem autorização. Além disso, ações que causem perturbação aos animais, a destruição de formações geológicas, e a realização de escavações sem permissão também estão vetadas.
Os usuários devem respeitar as regras específicas das áreas de conservação que a trilha cruza, incluindo planos de manejo e orientações dos órgãos responsáveis. O cumprimento dessas diretrizes é essencial para garantir a integridade e a saúde ambiental da região, promovendo o turismo sustentável e a educação ambiental.


