Florianópolis: ‘Elas que Sambam’ reúne profissionais e amadoras em projeto que virou comunidade

O que é o Projeto Elas que Sambam?

O projeto Elas que Sambam é uma iniciativa inovadora que visa unir mulheres que tocam e cantam samba na cidade de Florianópolis. A proposta é criar um espaço de convivência, aprendizado e celebração da cultura do samba, onde tanto profissionais quanto amadoras possam se conectar e compartilhar suas experiências. Este projeto vai além de encontros sociais; busca também fomentar a presença feminina no mundo do samba, uma expressão cultural que tem sido historicamente dominada por homens.

O Idealizador por Trás da Iniciativa

A idealizadora do projeto é a produtora cultural e cantora Jú Queiroz. Sentindo a ausência de mulheres nos seus próprios shows, Jú iniciou uma busca por essas artistas e questionou-se: “Onde estão as mulheres do samba em Florianópolis?” A partir dessa inquietação, ela lançou uma chamada nas redes sociais, criando um cadastro para reunir essas talentosas sambistas. sua proposta é que essas mulheres não apenas se encontrem, mas que estabeleçam conexões que possam ajudar umas às outras em suas trajetórias profissionais.

Como Funciona a Comunidade de Mulheres

Desde a sua fundação, o Elas que Sambam construiu uma comunidade vibrante de mulheres. O projeto começou com rodas de samba que atraíram um grande número de participantes, estabelecendo um espaço acolhedor para a troca de ideias e experiências. Essas reuniões foram representadas digitalmente através de um grupo no WhatsApp e presença nas redes sociais, facilitando assim a interação contínua entre as mulheres. No momento, mais de 100 mulheres fazem parte desse grupo, originárias de diversas localidades, incluindo cidades vizinhas no estado de Santa Catarina.

Elas que Sambam

As Primeiras Rodas de Samba

A primeira roda de samba ocorreu no dia 12 de julho, na Galeria Lama, um espaço localizado no centro de Florianópolis, e contou com a participação de várias mulheres que se inscreveram após a divulgação nas redes sociais de Jú. O evento foi um sucesso, reunindo um público considerável em uma tarde fria de domingo. O segundo encontro, realizado em 20 de agosto, resultou em ingressos esgotados, solidificando a ideia de que há uma demanda por eventos que celebrem o samba protagonizado por mulheres.

Conexões que Transformam Vidas

O impacto do Elas que Sambam na vida das participantes já é visível. Muitas mulheres começaram a se unirem para desenvolver projetos culturais em conjunto, e até mesmo artistas que não se conheciam anteriormente trocaram contatos e formaram equipes. Jú Queiroz destaca que “as conexões começam a acontecer de forma espontânea”, permitindo um espaço de colaboração em vez de competição. Esse apoio mútuo ajuda a profissionalizar o trabalho das artistas, ao mesmo tempo que promove o prazer de tocar e cantar.

O Impacto na Cena Musical Local

Além de criar uma rede de apoio, o projeto está mudando a paisagem musical em Florianópolis. Ele propõe espaços onde as mulheres possam facilmente unir forças e se apresentar, ampliando as oportunidades de show para elas. Jú menciona que, ao invés de competir por vagas escassas em eventos existentes, o foco deve ser na criação de novas oportunidades. Assim, o Elas que Sambam está não só promovendo o samba, mas também contribuindo para a inclusão das mulheres no cenário musical da cidade.

Desafios e Oportunidades para as Mulheres

Neste processo de empoderamento, também surgem desafios. Muitas veces, as mulheres enfrentam dificuldades em conseguir reconhecimento profissional. Jú Queiroz enfatiza a necessidade de criar condições que permitam às artistas serem remuneradas por seu trabalho. Alcançar este objetivo implica em construir parcerias que ajudem a financiar as iniciativas e garantir que as mulheres não precisem atuar apenas por amor à arte.

A Experiência das Participantes do Projeto

As participantes do projeto têm compartilhado experiências positivas. De acordo com relatos, as rodas de samba proporcionam não só uma oportunidade de apresentar seu talento, mas também de fazer amizades e criar laços. A troca de conhecimentos entre mulheres com níveis variados de experiência tem sido enriquecedora. Um dos objetivos principais é que cada uma delas se sinta valorizada e reconhecida pelo seu trabalho, independentemente do nível de profissionalismo.

Expectativas para o Futuro do Elas que Sambam

O futuro do Elas que Sambam inclui a busca por novos patrocinadores que possam auxiliar na realização de futuras rodas de samba. Com isso, a iniciativa pretende ampliar a estrutura do projeto, oferecendo ajuda de custo para as artistas que participam voluntariamente. Jú acredita que, com o apoio adequado, será possível consolidar espaços que não apenas exaltem o samba, mas que promovam uma cultura de equidade entre os gêneros.

Como Apoiar o Movimento Feminino no Samba

Existem várias formas de apoiar iniciativas como o Elas que Sambam. O envolvimento de empresas e organizações que acreditam na valorização da cultura e no empoderamento feminino pode fazer uma grande diferença. Além da busca por patrocínios, o apoio pode ser encontrado na divulgação dos eventos, comparecendo às rodas de samba ou até mesmo ajudando no que for necessário. Também é válido promover a iniciativa nas redes sociais, ampliando a visibilidade e atraindo novas interessadas.

Em conclusão, o projeto Elas que Sambam não apenas celebra a música, mas também promove mudanças significativas na forma como as mulheres são vistas e tratadas na cena musical da cidade. É uma verdadeira transformação social que destaca a importância da colaboração e do suporte mútuo entre as mulheres no samba.